Literatura

Publicidade

Publicações em Literatura da Escola de Mestres

Filhos

Avaliação do Usuário
PiorMelhor 

Para entrar em contato com o autor, clique aqui, por favor.


Deixe seus comentários

0 / 1000 Character restriction
Your text should be in between 10-1000 characters
termos e condições.
  • A palavra filhos, para mim, é por si só, plena da verdade que muitos buscam a vida toda e nem sempre encontram. Quando aprendemos a nos doar e amar esses seres que chegam tão desprotegidos e, ao mesmo tempo, tão seguros da importância que têm, encontramos regras básicas para viver em sociedade, reconhecer o próprio como nós mesmos, sermos pessoas de bem, enfim: entendermos o sentido pleno de amor.

    Lindo texto, Demétrius.
    Belíssimo trabalho o da Escola de Mestres.
    http://www.anacristinamelo.com.br

  • “Ele” em “Ele não temia os gigantes” é um cavalo. O cavalo é a vida.
    “Tu”, a pessoa com quem eu falo, é o (meu) destino.

    Existe uma analogia implícita entre os personagens “autor (eu), o cavalo e o destino” e “D. Quixote, Rocinante e Sancho Pança” (a sombra ao fundo faz realmente parte da prosa).

    Lá embaixo eu explico isso quando digo: “De súbito, senti tuas mãos tocando minhas compressas.”
    “Flagrei, por entre as frestas da tua humildade, o trabalho deste habilidoso destino que sempre foste para mim
    De fato, Sancho Pança era o anjo protetor de D. Quixote.
    Na analogia, o destino era o meu anjo protetor.

    Na verdade, como D Quixote era uma lunático, ou visionário, é possível que o próprio Sancho fosse uma alucinação. Assim com resta a dúvida sempre sobre a existência do destino em nossa vida.
    Realmente o destino tem muito a cara de Sancho Pança. Nós duvidamos da sua existência e, mesmo assim, ele não se insurge contra nós. Eu reconheço isso quando digo:
    “E nunca me negaste o entusiasmo... tampouco a dúvida... sobre tua existência.”

    Mas há muito mais no texto do que simplesmente uma mera analogia. Existe uma discussão sobre o que é realidade e o que é ilusão e como nós usamos isso para nos sentirmos melhor, o que faz de todos nós D. Quixotes. No último parágrafo eu alinhavo dizendo “Ora por covardia, temendo a ira dos grandes, ora por delírio, acreditando que nem eles, nem nada além do nosso próprio destino, é outra coisa que não moinho.”

    Ou seja, as pessoas ignoram a existência dos gigantes que, de fato, existem (grandes interesses e corporações, por exemplo) e de todos os outros problemas do mundo que não são a sua própria vida. Ou seja, só é moinho (realidade) o que nos interessa. O resto é alucinação.
    Ou seja, é só mais um tipo de alucinação.

    Bom, faltou dizer que Beatriz e Ariel são meus filhos, Ariel nasceu 3 anos e meio depois de Beatriz, Inês (Eleonora) é a mãe deles e Beatriz é de Iemanjá.

  • https://autickari.net/images/photos/577/81/ae9069c4e387536d65b26f0d.jpg